quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Globalização e Exclusão Social

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Vivemos numa sociedade capitalista, onde o processo de globalização tornou-se irreversível, mas não necessariamente excludente. Essa tal Globalização tem proporcionado inúmeras transformações na forma como "enxergamos o mundo" e as relações entre as pessoas. Do ponto de vista do companheirismo presencial ("olho no olho"), verificamos relações cada vez mais distantes. Entretanto, podemos encontrar uma "aproximação" entre as pessoas e as culturas por meio das tecnologias, ainda que estas não façam parte da realidade de muitos indivíduos. Ou seja, a Globalização tem provocado grandes mudanças sobre a vida das pessoas, modos de agir, pensar e principalmente na educação. Desse modo, podemos observar que tanto a educação quanto o acesso à tecnologia são apenas dimensões da "exclusão" social.
Podemos observar que a pobreza está relacionado com os interesses que a sociedade define para si. Nesse sentido, o acesso à educação e à tecnologia está diretamente ligado às definições de pobreza da Sociedade da Informação. Contudo, não se pode afirmar que a escola e o computador são os únicos elementos da fórmula a ser utilizada para a salvar a sociedade daquilo que consideramos o "MONSTRO" causador de todo as mazelas sociais: o Capitalismo. Não é tão simples.
A cultura global tornou a popularização dos eletroeletrônicos e a rápida obsolescência dos modelos como algo comum, natural. Com isso, cria o mito da necessidade de substituição, que se torna quase obrigatória para os "viciados" em tecnologia, em novidades, no novo, no Eu Quero.
Como verificamos em Marx: "Os seres humanos devem mudar completamente as condições da sua existência industrial e política, e, consequentemente, toda a sua maneira de ser."
Enfim, precisamos nos concientizar, compreender que é maravilhoso vivenciar tudo o que a tecnologia, tudo o que a Globalização tem nos proporcionados como a facilidade de acesso às informações sobre as várias culturas existentes. Mas não podemos esquecer o quanto essa vivência ainda está muito longe de ser experenciada por uma parcela muito significativa da população.

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